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Cappuccino clássico italiano

Quem aqui gosta não gosta de cappuccino bem cremoso? Você conhece a receita tradicional?

Das bebidas com leite, sem dúvida essa é a minha favorita. Porém a receita tradicional italiana, a maior parte das pessoas não conhecem.
Basicamente são dois ingredientes: café espresso e leite vaporizado, na proporção de um terço de café espresso, um terço de leite e um terço de espuma de leite.
No Brasil, além das misturas solúveis, em algumas cafeterias, por conta do paladar adocicado do brasileiro, acrescenta-se de tudo no cappuccino, desde chocolate em pó, canela, e açúcar, até creme de avelã, doce de leite, chocolate em pedaços, paçoca e chantilly.
Em meados do século XVI, nasce o primeiro cappuccino, pelas mãos do monge Marco D’Aviano.
A bebida recebeu esse nome devido a sua cor, que lembrava a do hábito dos frades capuchinhos.
Naquela época não existiam máquinas de café espresso, os ingredientes eram: café coado, leite e mel.
Somente depois da revolução industrial e com a chegada das máquinas de espresso, o café coado, foi substituído pelo espresso e o mel foi retirado da receita.
Com o passar do tempo os cappuccinos começaram a ganhar desenhos, com o próprio leite, partindo de uma técnica conhecida por latte art.
A questão é que dependendo da figura, o leite precisa estar menos ou mais cremoso.
No caso dos desenhos mais detalhados, o leite não pode estar muito cremoso.
Já vi baristas fazendo cisne, unicórnio e por aí vai, porém quanto mais bela for a arte, menos cremosidade na bebida, e a proporção original de três partes iguais, acaba se perdendo.
Em São Paulo, são poucas as cafeterias que ainda são fiéis a receita e que entregam um cappuccino com esse padrão de crema da imagem.

O Por Um Punhado de Dólares e o Santo Grão, são dois lugares que recomendo, para aqueles que quiserem ter uma experiência positiva. Ao invés da super valorização da arte, o foco dos baristas, está em preservar as proporções e a qualidade da bebida, caprichando na extração do espresso e na cremosidade do leite.
Ao contrário do que muitos pensam, não basta apenas utilizarmos um leite gordo, é necessário que ele também seja rico em proteínas, para garantir uma vaporização consistente, bem cremosa e sem bolhas.
Em casa eu já fiz algumas brincadeiras que deram certo! Preparei um café bem intenso na cafeteira italiana, utilizei um prensa francesa pra fazer a crema e em seguida com o auxílio de uma colher, afastei um pouco a espuma que fica na superfície, fui despejando o leite e finalizei acrescentando a espuma a colher.

Santo Grão Faria Lima

Particularmente eu nunca testei o aeroccino da nespresso, mas tenho ótimas recomendações.

Nos vemos no próximo cafezinho!

Abraços cafeinados,

Simone de Paula

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